quarta-feira, 23 de junho de 2010

Mas afinal quem eram as "Francezinhas" e o mais que se vai ver...

"Francesinhas 1", Francesinhas 2"!... Mas afinal de que francesinhas estamos a falar?



As "Francezinhas" não eram mais nem menos que as freiras que professavam no desaparecido "Convento das Francesinhas" (foto abaixo), o qual ocupava os terrenos que constituem hoje o jardim "das Francesinhas", nosso vizinho.


Antigo Convento das Francesinhas.
Os carris são os do eléctrico "28", na Calçada da Estrela.
O "largo"  que se vê corresponde sensivelmente ao actual
entroncamento da Avª D. Carlos I com a Calçada da Estrela.
A foto é de cerca de 1910 e pode ser vista aqui.


"O Convento das Francesinhas foi fundado em 1667 pela Rainha de Portugal Maria Francisca de Sabóia, esposa de D. Afonso VI e, em segundas núpcias, de D. Pedro II (era fresca para a rambóia, a Francisca da Sabóia!). Quando morreu, a rainha foi sepultada no convento que fundou. Em 1912, o corpo foi trasladado para o Mosteiro de São Vicente de Fora, dando-se então início à demolição do convento. Nos terrenos foram deixadas durante muito tempo as pedras do Arco de São Bento, desmantelado ali perto (hoje, na Praça de Espanha)." (original aqui).


O que restou do convento depois da sua destruição.
As pedras amontoadas à esquerda eram do Arco de São Bento,
na rua do mesmo nome, que está hoje na Praça de Espanha.
A foto foi, aparentemente, tirada da R. Miguel Lupi, previsivelmente
de um local próximo do Edifício "Bento de Jesus Caraça"
Ver aqui.

"Nos anos 40, foi ali construído por Gustavo de Matos Sequeira um parque temático que se chamou «Lisboa Antiga». Ao jeito do «Portugal dos Pequenitos» [em Coimbra], recriava a vida no local à época em que nele existia o Convento. O parque teve muito sucesso, mas acabou por ser demolido. Só em 1949 se desenhou e construiu o jardim que até hoje existe." (original aqui)

Restos do muro do Convento.
Ao fundo a Assembleia da República 
(anos 20-30 do séc. passado?) (ver aqui)

Veja-se abaixo um mapa do local. as setas vermelha e amarela representam o sentido aproximado em que foram tiradas as fotografias em baixo. O "Convento das Francesinhas" está colocado sobre o jardim na perspectiva aproximada da fotografia respectiva apresentada no início.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Última aula do Prof. Adelino Torres

Fotos da última aula do Prof. Adelino Torres, em 20 de Outubro de 2009, no Auditório "Caixa Geral de Depósitos", no "convento".

Prof. Adelino Torres Guimarães


"Mesa" da sessão: Profs. Adriano Moreira, Vítor Gonçalves (Vice-Reitor), João Duque (Presidente do ISEG), António Romão e Manuel Ennes Ferreira

Reconhecem-se, na 3ª fila de cadeiras, os Profs. Joana Pereira Leite,
Brandão Alves, Carvalho Ferreira e António Mendonça

segunda-feira, 21 de junho de 2010

E já que estamos em época de exames...


Fazendo exame no "Salão Nobre", a antiga biblioteca do ISEG
 e, once upon a time, Igreja de Santa Brígida
(divulgação da foto autorizada pela aluna)

Anfi 1 nas "Francesinhas 1"

Anfi 3

domingo, 20 de junho de 2010

Once upon a time...

A internet é uma verdadeira caixinha de surpresas. Fazendo uma busca por "convento das inglesinhas" para tentar descobrir mais sobre o nosso "convento", descobri este "sítio" ["Colégio do Parque"] com informações interessantes sobre o que ele (o edifício) foi ao longo da sua história. Vale a pena ler. Citamos:

"O edifício do Colégio, sito na Rua do Quelhas, nº 6 A, era vulgarmente chamado “Convento das Inglesinhas”, por ter sido convento das Agostinhas de Santa Brígida (Irlandesas). Ficara desabitado desde 1834, ano em que as monjas o abandonaram, já que, embora súbditas de Inglaterra, temiam qualquer violência, em virtude do Decreto que extinguia em Portugal as Ordens Religiosas.

O enorme casarão, já meio arruinado, bem como a Igreja pública anexa, dedicada a Santa Brígida, foram comprados em 1866 por D. Maria da Assunção de Saldanha e Castro, filha dos Condes de Penamacor. A igreja e parte do Convento doou-as aos Jesuítas, na pessoa do P. Francisco Xavier Fulconis, Superior; a parte restante foi, pela mesma, doada às Irmãs de Santa Doroteia, para fundação de um colégio.
A semente germinou e transformou-se em árvore frondosa que ia multiplicando e repartindo os seus frutos: novos colégios, escolas, obra das catequeses, visita a prisões...

Em 1910, o velho vendaval da perseguição religiosa soprou rijo sobre o florescente Colégio do Quelhas.
Na noite de 7 para 8 de Outubro, “durante longas quatro horas, foi medonho o crepitar de balas que nos entraram pelas janelas”. Ao som de tiros, a Superiora do Colégio- Eugénia Monfalim- distribuiu a Sagrada Comunhão a todas as Irmãs, tendo antes dirigido às mesmas, “palavras de conforto para o martírio”. A tais horas da noite, estas cenas eram bem dignas das catacumbas...
Na madrugada de 8 de Outubro, invadido o Colégio do Quelhas, as irmãs viram-se obrigadas a abandonar a casa, sendo conduzidas, em grupos, ao Arsenal da Marinha."

A foto que ilustra a página é, parece, bem antiga mas corresponde, creio que "sem tirar nem pôr", ao ISCEF de 1967, quando nele entrei pela primeira vez.


O varandim que se vê no piso térreo era então o local onde estava instalada a reprografia, ou "secção de folhas", onde, nomeadamente, se compravam as "sebentas" das várias disciplinas escritas pelos respectivos docentes responsáveis.

A Basílica da Estrela, nossa "vizinha"

Os "environs" do ISEG --- que se estendem, nomeadamente, até à Estrela e, mesmo, até Campo de Ourique --- são ricos de história e de arquitectura.
Uma das peças arquitectónicas mais marcantes da zona é a Basílica da Estrela (vj aqui informação básica sobre ela). Porém, se quase todos a conhecem por fora poucos serão, provavelmente, os que a conhecem por dentro. E no entanto, sem ser deslumbrante, vale a pena conhecer o seu interior.

Túmulo da fundadora, D. Maria I

Altar mor

Imagem de Nª Srª da Conceição


Mas a Basílica talvez seja mais conhecida por nela estar montado, numa sala cujo acesso é um bocado "manhoso" por estar escondido atrás do túmulo da fundadora da Basílica, o famoso presépio de Machado de Castro constituído por mais de 500 figuras e feito de cortiça e de terracota policromada. Uma maravilha que vale, só por si, uma visita em qualquer época do ano e não apenas no Natal.




sábado, 19 de junho de 2010

LIsboa e ISEG, aos 18 de Junho do ano da Graça do Senhor de 2010...

Biblioteca "Francisco Pereira de Moura" --- nunca é demais lembrar o nome dele... --- com anúncio

"Toca aí!..."

Edifício "Francesinhas 1"

Edifício "Francesinhas 2"

A simplicidade e "despojamento" da geometria de linhas direitas da fachada lateral do "Francesinhas 2"