Pois é! Graças ao colega Luís "Sebastião Salgado" Costa, também conhecido simplesmente por Luís Costa ou simplicissamente por "lukosta", temos hoje no menu nada mais nada menos que as couves da "BuenosAires"!... E o que mais abaixo podem ver!... :-)
Aqui estão elas, em duas poses de 1987!
Mas nem só de couves vivia a "Buenos Aires"!. Também havia por lá uns galinácios!
Para lá chegar era preciso passar por alguns "obstáculos", nomeadamente a entrada e o átrio interior. Aquele era o reino do Sr. Pereira, "contínuo" residente no local e que se pode ver na última foto.
E já agora: não há lá por casa uma caixa com fotos do ISEG de antigamente? Vá lá! Aproveitem o próximo feriado e as férias de Natal para descobrir as preciosidades que andam escondidas. Sigam o exemplo do Luís, a quem se agradece a colaboração. O pagamento de royalties fica para depois...
Aproveitem agora pois é a única oportunidade de ficarem indelevelmente ligados às comemorações dos 100 anos do nosso Instituto...
Um blogue com fotos do ISEG/UTL (Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa) e dos seus arredores. Mas não são só fotos. Pretende-se também, através de pequenos textos, dar a conhecer a zona de Lisboa em que o Instituto se insere e, particularmente, conhecer a história escondida por detrás de cada rua, de cada edifício principal. Trata-se de um blogue individual, não tendo a instituição ISEG qualquer responsabilidade pelo mesmo.
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sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A "Buenos Aires"
Face ao aumento da sua população escolar, o ISEG --- então ISCEF-Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras --- começou a estar "apertado" dentro do "convento". Foi assim que, no início dos anos 70 e aproveitando o facto de o Instituto Industrial de Lisboa ter abandonado as suas (quase decrépitas...) instalações na Rua de Buenos Aires para se instalar no seu actual edifício na Avª Marechal Gomes da Costa, o Instituto conseguiu tomar posse do que passou a chamar-se o "Anexo" ou "a Buenos Aires".
O edifício, o antigo palácio dos Viscondes dos Olivais reedificado em 1860, tinha muitas salas mas a maior parte com muito poucas condições de utilização e só algumas obras "para remediar" o tornaram minimamente "habitável". Desde 1916 que abrigava o Instituto Industrial, qua ali se manteve até cerca de 1970.
Algumas dessas salas tinham algum interesse, nomeadamente a "Sala dos Espelhos", que deverá ter sido o salão principal da casa.
A "Buenos Aires" ficou também conhecida pelas "voltas e voltinhas" que se tinham de fazer dentro do edifício para alcançar as salas de aula dos pisos mais altos, o que exigia subir vários lanços de escadas estreitas.
Mas havia duas outras características emblemáticas das instalações: os "combóios" e... as "couves"!
Os primeiros eram umas salas pré-fabricadas, as maiores das instalações, onde, no inverno se gelava devido ao frio. As segundas eram, afinal, uma parte do vasto quintal onde um funcionário residente tinha uma abundante plantação das ditas cujas, quase todas do tipo "couve galega" ou "portuguesa", com o seu caraterístico tronco alto.
Foi aproveitando parte das "couves" e do parque de estacionamento que o ISEG, já nos anos 90, construíu, de raiz, um edifício com várias salas de aulas.
Este acabou por ser usado relativamente poucos anos pois entretanto houve a decisão de trocar as instalações da "Buenos Aires" com a Direcção Geral de Saúde. Esta ocupava então os terrenos onde estão agora instalados os novos edifícios do ISEG com construções vocacionadas principalmente para a aplicação de vacinas de vários tipos, particularmente as mais comuns em países tropicais e que eram obrigatórias para quem se deslocava para as ex-colónias portuguesas (vacina contra a febre amarela, etc).
Depois de alguns anos sem re-visitar a "Buenos Aires" passei por lá há dias para fotografar o edifício a fim de ilustrar este blogue. Qual não foi o meu espanto quando dei com um edifício "entaipado", parcialmente "destruído" e com um enorme letreiro onde se lê "Buenos Aires Palace"!
A "Buenos Aires" tinha sido apanhada pela especulação imobiliária e agora vai "virar" um condomínio de habitação de luxo. Os construtores vão preservar apenas alguns "panos" da fachada e incorporá-los na do edifício em construção. O "miolo" do palácio desapareceu todo já que era impossível aproveitá-lo.
Fonte: aqui
Algumas dessas salas tinham algum interesse, nomeadamente a "Sala dos Espelhos", que deverá ter sido o salão principal da casa.
A "Buenos Aires" ficou também conhecida pelas "voltas e voltinhas" que se tinham de fazer dentro do edifício para alcançar as salas de aula dos pisos mais altos, o que exigia subir vários lanços de escadas estreitas.
Mas havia duas outras características emblemáticas das instalações: os "combóios" e... as "couves"!
Os primeiros eram umas salas pré-fabricadas, as maiores das instalações, onde, no inverno se gelava devido ao frio. As segundas eram, afinal, uma parte do vasto quintal onde um funcionário residente tinha uma abundante plantação das ditas cujas, quase todas do tipo "couve galega" ou "portuguesa", com o seu caraterístico tronco alto.
Foi aproveitando parte das "couves" e do parque de estacionamento que o ISEG, já nos anos 90, construíu, de raiz, um edifício com várias salas de aulas.
Este acabou por ser usado relativamente poucos anos pois entretanto houve a decisão de trocar as instalações da "Buenos Aires" com a Direcção Geral de Saúde. Esta ocupava então os terrenos onde estão agora instalados os novos edifícios do ISEG com construções vocacionadas principalmente para a aplicação de vacinas de vários tipos, particularmente as mais comuns em países tropicais e que eram obrigatórias para quem se deslocava para as ex-colónias portuguesas (vacina contra a febre amarela, etc).
Depois de alguns anos sem re-visitar a "Buenos Aires" passei por lá há dias para fotografar o edifício a fim de ilustrar este blogue. Qual não foi o meu espanto quando dei com um edifício "entaipado", parcialmente "destruído" e com um enorme letreiro onde se lê "Buenos Aires Palace"!
Post scriptum:
O Gouveia Pinto teve a amabilidade de me enviar uma nota com uma precisão importante: o "combóio" era uma sala paralela ao edifício principal que se situava no fim de um "corredor" ladeado por duas outras construções com salas --- era também a estas que eu me referia ao usar o plural "combóios".
Citando-o parcialmente:
"Na Buenos Aires não havia comboios mas sim um comboio. Era um pré-fabricado que comprido (daí o nome) que se situava ao fundo do “jardim” (ou quintal?) paralelo ao edifício principal. Era muito velho com telhado de zinco e paredes de contraplacado. No verão comparava-se (com vantagem considerando os objectivos da PIDE) com a frigideira do Tarrafal e no Inverno fazia tanto frio que dois aquecedores não eram suficientes para aquecer o pessoal, mesmo com os casacos vestidos. "
Obrigado, Gouveia Pinto. E já agora: venham de lá as vossas memórias para ir animando isto... :-) Quem tem fotos dos "amigáveis", por exemplo?
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